O Encontro Nacional da Jovem Advocacia (ENJA) 2026, realizado entre 21 e 22 de maio, em São Paulo, reuniu representantes do Sistema OAB, profissionais e estudantes de todo o país em debates sobre inovação, mercado jurídico, valorização profissional e os desafios da advocacia contemporânea. Considerado o maior evento nacional voltado à advocacia com até cinco anos de inscrição na Ordem, o encontro teve como tema desta edição “O futuro da advocacia e o fortalecimento do acesso à justiça”.
Lideranças da OAB participaram de painéis voltados à qualificação profissional, à atuação nos tribunais, à liderança institucional e ao fortalecimento da jovem advocacia.
A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, participou do painel “Vozes da Advocacia”, dedicado ao tema da sustentação oral. Durante o debate, compartilhou experiências sobre a atuação da advocacia nos tribunais e destacou a importância da preparação técnica para o exercício profissional. “É um painel de grande relevância, especialmente para a jovem advocacia que está iniciando a carreira, ao abordar técnicas de sustentação oral, elaboração de memoriais e audiência prévia. Essas orientações são fundamentais para que o advogado realize uma boa sustentação e possa buscar uma decisão favorável no âmbito dos tribunais”, afirmou.
Na programação da tarde, os presidentes seccionais Vagner Paes (AL), Gustavo Chalfun (MG), Erica Neves (ES), Paulo Maurício Poli (DF) e Harrison Targino (PB) participaram do painel “Freio ou combustível na sua advocacia”. O debate abordou temas relacionados à inovação tecnológica, liderança, presença feminina em espaços institucionais e ao papel da OAB no apoio à advocacia em início de carreira.
“A OAB é de vocês”, afirmou Paulo Maurício Poli ao tratar da aproximação institucional com a jovem advocacia. Vagner Paes classificou a Ordem como um “farol”, destacando o papel da entidade na qualificação profissional e no acolhimento da classe.
A presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Dione Almeida, participou do painel “Espaço, poder, violência + mulheres network” e destacou os desafios enfrentados pelas mulheres na profissão. “Em espaços ainda masculinos, precisamos compreender que apenas o conhecimento técnico e jurídico não basta. É necessário unir competência, networking e posicionamento enquanto pessoas e advogadas”, afirmou. Segundo ela, ambientes com maior presença feminina tendem a ser mais produtivos, seguros e valorizados.
O ENJA 2026 reuniu mais de 5 mil participantes e 170 palestrantes em quatro palcos simultâneos, consolidando-se como um dos principais espaços nacionais de integração, capacitação e troca de experiências da jovem advocacia brasileira.
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