Inaugurada Sala de Acolhimento à Mulher Vítima de Violência

Espaço no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim reforça cooperação institucional e amplia a proteção às vítimas de violência

A inauguração da nova sala de acolhimento destinada às mulheres vítimas de violência, realizada nesta quinta-feira (26) no Fórum Desembargador Horta de Araújo, em Cachoeiro de Itapemirim, marcou um gesto importante de coordenação entre instituições jurídicas e o setor privado do município. O espaço, fruto direto da atuação da 2ª Subseção da OAB-ES por meio de sua Comissão da Mulher Advogada, foi concebido para oferecer privacidade, segurança e atendimento humanizado às mulheres que aguardam a realização de atos judiciais. 

A solenidade reuniu representantes da advocacia, do Poder Judiciário Estadual, do Ministério Público Estadual, além de empresários locais que contribuíram com a viabilização da estrutura. O ambiente, cuidadosamente planejado e formalmente inaugurado às 16h, simboliza um compromisso crescente com a construção de práticas mais adequadas ao enfrentamento das violências de gênero no âmbito judicial. 

A leitura da placa inaugural coube à vice-presidente da 2ª Subseção da OAB-ES, a advogada Priscilla Thomaz de Oliveira, que ressaltou o caráter institucional da iniciativa. “Este espaço materializa o compromisso inarredável das instituições jurídicas de Cachoeiro de Itapemirim com a proteção integral e a preservação da integridade física e psíquica daquelas que buscam o amparo da justiça. Sua realização é fruto da cooperação entre a OAB/ES (2ª Subseção/CMA), por meio da Comissão da Mulher Advogada, do Poder Judiciário Estadual (Direção do Fórum), do Ministério Público Estadual (NEVID) e o empresariado local. Inaugurada hoje, 26 de março de 2026”.

Em fala complementar, a vice-presidente Priscilla Thomaz destacou que o projeto ultrapassa a dimensão física e representa uma mudança de abordagem institucional. “O espaço foi concebido para proporcionar maior dignidade, segurança e acolhimento às mulheres. É um passo que demonstra que a advocacia está comprometida não apenas com a defesa técnica, mas com a humanização das estruturas que recebem essas vítimas”, afirmou. 

A presidente da OAB-ES, a advogada Erica Ferreira Neves, também ressaltou a relevância do novo ambiente como instrumento de avanço no sistema de Justiça. Para ela, a sala é “um projeto fantástico, pensado na proteção e acolhimento da mulher, resguardando sua dignidade em momentos difíceis”. A presidente Erica Neves observou ainda que o trabalho conjunto da 2ª Subseção, do Judiciário e do Ministério Público demonstra que soluções efetivas surgem quando instituições se alinham. “Se conseguíssemos replicá-la em todos os fóruns seria um grande avanço para todos”, avaliou. 

Idealizadora da proposta, a presidente da Comissão da Mulher Advogada, a advogada Mylla Conterini Buson, enfatizou o impacto direto da iniciativa no cotidiano de quem enfrenta processos de violência. Para ela, a nova sala “foi criada para oferecer dignidade, segurança e acolhimento às mulheres vítimas de violência que aguardam seus atos judiciais no fórum”. Mylla observou que a união entre OAB, MPES, Judiciário e empresariado local demonstra que “quando unimos forças, conseguimos mudar e melhorar a sociedade”.

A secretária-geral adjunta da 2ª Subseção, a advogada Clarice Firmo de Abreu Polonini, chamou atenção para o caráter exemplar da iniciativa, defendendo sua expansão estadual. Segundo afirmou, a Subseção “abraçou este projeto inovador e acolhedor para ser exemplo e propagá-lo em todo o estado”. Ela reconheceu que, em um cenário ideal, espaços assim não seriam necessários, mas ponderou que, diante do aumento da violência contra a mulher, cabe às instituições oferecerem ambientes adequados, capazes de assegurar atendimento humanizado e proteção durante atos processuais. 

O espaço inaugurado segue diretrizes de boas práticas no atendimento a vítimas, com foco na redução da revitimização e na criação de um fluxo judicial mais seguro. O ambiente foi equipado para acolher mulheres em condições emocionais delicadas, permitindo escuta qualificada, orientação jurídica inicial e, quando necessário, encaminhamento à rede de proteção.